domingo, abril 16, 2006

 

Como recebi os "inputs" da educação intercultural

Quando na avaliação final do processo de formação intensiva, no fim do segundo seminário, alguns colegas mencionaram que “não sabiam o que lhes tinha acontecido” e só o iriam saber já com alguma distância do processo, não valorizei a expressão. Agora sei que me aconteceram algumas coisas muito significativas. Uma das mais conscientes foi ter despertado para a cooperação internacional:
-Descobri que havia quem dedicasse anos da sua vida na cooperação com países em África, em experiências muito intensas, plenas de sentido;
-Descobri que algumas congregações de cariz religioso permitiam a quem passava por essas experiências um desenvolvimento pessoal e de uma atitude de dádiva, uma abertura e formação pessoal com a qual eu poderia ter a aprender;
O que me aconteceu foi despertar para a dimensão de cidadania que representa uma tal experiência. Independentemente de a conseguir vir a realizar, acordei para essa realidade. No fundo, percebi que daqui só sou aquilo que a minha cultura me permite ser. Uma experiência como essa dá-nos a oportunidade de “mergulhar” noutra cultura, sair de nós e do conforto das posições que construímos ao longo do tempo para conseguir ver as coisas com outros olhos.

Deixo-vos uma mensagem de uma das pessoas que me trouxe mais referências neste assunto e a quem recorri a pedir conselhos:

"(...) O mais importante é a atitude em que te colocas e perceberes bem as motivações e aí podes ser útil em qualquer lugar.
A verdadeira humanidade consegue-se precisamente na capacidade que todos temos em perspectivar formas diferentes de estar e de ser na relação transformadora com as pessoas que nos rodeiam.
Que bom é quando as pessoas nos tocam, nos incomodam, quebrando barreiras/preconceitos e nos obrigam a sair de nós próprios. Bom caminho.
Fica bem. Como se diz em África e que para mim traduz tudo: "Estamos juntas".






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